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Quem preferir "vender o carro fora" pode escolher entre negociar com conhecidos, levar a feiras, anunciar em algum veículo (jornal, site, etc.) ou até deixá-lo em consignação em alguma loja de usados. Vender a um conhecido tem a vantagem de fazer o negócio "em casa", onde a confiança mútua conta muito. Na prática, porém, devem-se tomar todos os cuidados e esquecer um pouco o fator confiança, principalmente quando se refere a documentação e pagamentos.

Uma das vantagens da loja é não ser preciso mostrar o veículo a interessados, o que toma tempo e traz riscos diversos -- até mesmo os de roubo e assalto

O aconselhável é fazer os recibos de pagamento, acertar a documentação e não deixar nada pendente, marcar exatamente a data e hora da entrega do veículo, além de providenciar imediatamente a transferência. E nunca, em hipótese alguma, transferir um carro alienado sem fazer a transferência do financiamento, pois eventual inadimplência do comprador lhe trará belas dores de cabeça. Essas práticas devem ser observadas em qualquer caso, mas quando se trata com conhecidos são um pouco esquecidas, o que pode trazer muitos aborrecimentos.

Anunciando o veículo em jornais ou sites também se pode conseguir um bom preço. É um pouco difícil obter o valor de tabela, pois quem procura em jornais está atrás de um bom negócio -- normalmente já desistiu dos altos preços das concessionárias. O primeiro contato sempre é feito por telefone ou e-mail, o que diminui em muito o fator visual da compra. Você pode estar falando com uma pessoa até de outra cidade e, se o preço não for muito convidativo, dificilmente ela virá ver o carro. Por isso, a dica aqui é sempre pedir um pouco abaixo da tabela.

Alguns modelos têm venda fácil e permitem pedir mais pelo usado: é o caso das versões 1,0 de 5 portas, com vários opcionais, do Palio e outros pequenos

Contudo, como toda regra tem suas exceções, há veículos em que se pode pedir na tabela ou até acima dela. Carros que saem normalmente básicos, sem opcionais, e que neste caso tenham muitos opcionais instalados podem justificar um preço maior, como os bem procurados Gol, Palio, Corsa e Fiesta 1,0-litro de cinco portas, completos (ar-condicionado, direção assistida, "trio" elétrico).

Outra dica, no caso de venda a particular, é como receber a pessoa para mostrar o carro. Normalmente ela não vem sozinha, e por isso desconfie sempre. Nunca leve os dois (ou mais) juntos para uma volta; se for o caso, vá um de cada vez. Procure marcar um encontro em lugar público, evitando sua residência. Se puder, fique acompanhado durante todo o contato, o que pode dificultar uma abordagem suspeita.

Entregue o veículo apenas quando estiver 100% pago, com os cheques compensados. Quando se tratar de Cheque Administrativo, confirme com o banco emitente sua emissão. Preencha sempre o recibo e já entregue com firma reconhecida, sem esquecer de guardar uma cópia autenticada depois de reconhecida a firma.

Arrumar riscos e detalhes imperfeitos, lavar o veículo por dentro e também o motor ajudam pouco na avaliação das lojas, mas podem ser determinantes no negócio com um particular

Faça um recibo de entrega dos documentos, mencionando um a um em tópicos, tomando atenção especial com eventuais multas -- mencione os números do auto a que se referem. Os documentos a serem entregues têm que ser originais, por isso guarde uma cópia de tudo.

Levar o carro para as feiras é mais seguro. Normalmente nesses locais já existem escritórios de despachantes instalados e até financeiras para facilitar a negociação. Quaisquer dúvidas podem ser tiradas com esse pessoal. Caso o interessado queira dar uma volta, não há grande problema, pois normalmente os pátios são fechados e têm muitos seguranças. Só não aceite sair dessa área, e lembre-se: se forem dois, um vai e outro fica.

Capriche para vender melhor   Nesses casos, ao contrário da venda a concessionária, vale todo esforço para melhorar a aparência e valorizar o automóvel. Faça uma lavagem completa em um posto, incluindo o motor se estiver sujo. Se necessário, encere a pintura ou faça um polimento e lave os bancos, pois a imagem aqui conta muito.

Suspensão rebaixada, rodas bem largas e outros acessórios: pode valer a pena
voltar o carro ao estado original, para não perder um comprador que não os aprecie

Tire adesivos, pois além de envelhecerem o carro, nunca se sabe se o futuro comprador vai gostar. O mesmo vale para acessórios de gosto pessoal, como faróis auxiliares, rodas bem largas, spoilers, antena para telefone celular, e para o rebaixamento da suspensão. Trocar lâmpadas, apertar algum parafuso solto, tampar o espaço do rádio (caso o retire) e esconder fios debaixo do painel também é aconselhável. Enfim, deixe-o arrumado. 

Quanto ao preço, peça o que quiser e sinta a reação das pessoas. Confira também os valores praticados pelos outros no mesmo jornal ou site, e veja se está pedindo fora da realidade -- nesse caso, tente adaptar o preço. Negocie, pergunte, peça uma contra-oferta e não se deixe levar pelos argumentos dos compradores, tentando depreciar seu carro. Ouça tudo e tenha calma, pois é uma tática que muitas pessoas usam. Lembra-se daquele ditado de "quem desdenha quer comprar"? Analise sua necessidade de vender naquele momento e... bons negócios!

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