Na estrada, ultrapassar caminhões e ônibus
é sempre uma tarefa complicada, que exige atenção,
habilidade e cuidado. Esses veículos estão cada vez
mais velozes, mas continuam longos, pesados e difíceis
de frear em emergências. Outro fator de risco é a
limitada visibilidade próxima, em função do tamanho do
veículo e da carga que encobre a visão traseira. Se
muito próximo dele, seu carro pode não ser visto. |
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Cuidado com os caminhões, na cidade e na estrada: além de grandes e pesados, seu carro não é visto por seus motoristas se estiver muito próximo |
| Se numa ultrapassagem o
motorista do caminhão -- ou mesmo do automóvel -- começar
a acelerar, não "aposte corrida" com ele,
mesmo que estejam numa estrada com faixa dupla. O melhor
a fazer é reduzir a velocidade e deixar o outro veículo
se distanciar, aguardando uma melhor oportunidade -- uma
subida, por exemplo. Ainda na ultrapassagem de veículos pesados, nunca a faça em descidas. É o momento em que muitos caminhoneiros colocam o veículo em ponto-morto -- a tradicional, perigosa e proibida "banguela" -- e o caminhão, normalmente carregado, alcança altas velocidades. Além de tornar a ultrapassagem arriscada, isso cria o risco de retornar à pista direita à frente de um veículo pesado, em alta velocidade e de frenagem difícil. À noite, com veículos no contra-fluxo com faróis altos ou desregulados, o que causa ofuscamento, não faça "guerra de faróis": apenas o avise piscando algumas vezes seu facho alto. Se os mantiver acesos, será criada uma situação de visibilidade prejudicada para ambos, com alto risco de acidente. Proteja-se do ofuscamento acompanhando a estrada, olhando atentamente para a faixa branca da margem direita, que a separa do acostamento. É sua única opção e, acredite, funciona mesmo. Dirigir nas grandes cidades é um teste para os nervos. Taxistas, motoristas de ônibus, motoqueiros, ciclistas e pedestres podem ser fontes especiais de perigo. Tente não andar ao lado direito de táxis. Se por acaso um passageiro der sinal, ele vai parar e, se você estiver no ponto cego de seu retrovisor, é fechada na certa. Aliás, em caso de fechadas, cuide-se para não atingir outro veículo ou mesmo pedestre no lado oposto ao do veículo que o fechou. Ciclistas são outro ponto de atenção. Segundo o Código de Trânsito, o motorista deve manter uma distância segura de, no mínimo, dois metros de motos e bicicletas. Normalmente ciclistas são mais displicentes quanto às normas de transito, pois caso as transgridam, não serão penalizados de forma alguma -- no Brasil não existem leis regulamentando esse tipo de transporte, ao contrário da Europa, por exemplo. Há apenas algumas citações no Código de Trânsito que nunca foram, e provavelmente nunca serão, regulamentadas. Por isso, muito cuidado. |
Muitos motoboys -- talvez a maioria -- são irresponsáveis com a própria vida. O que dizer do patrimônio alheio, como o retrovisor de seu carro? |
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| Muitos motociclistas
mensageiros (leiam-se motoboys), talvez a maioria deles,
são audazes e irresponsáveis no trânsito. Estão
sempre correndo, costurando os carros, mudando
intempestivamente de direção e passando em velocidade
irracional pelos corredores. E não se importam caso
levem seu retrovisor pendurado ao guidão da moto (saiba mais sobre essa convivência difícil). Assim, tome alguns cuidados. Em trânsito parado, tente deixar um bom espaço no corredor para os motociclistas passarem; nunca encoste em sua traseira; mantenha uma distância segura, tanto nas laterais quanto atrás ou até na frente; e jamais discuta com motoqueiros. É uma classe unida e você pode ter sérios problemas ao se desentender com um deles. Sempre que possível, tente facilitar a vida deles -- estão trabalhando e merecem, ou deveriam merecer, respeito. Cada motorista tem seu estilo de dirigir e nem todos o fazem com segurança e responsabilidade. Se não é seu caso, previna-se mesmo assim dos outros motoristas. |
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