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A iluminação traseira exerce o mesmo papel. A luz de neblina que muitos carros oferecem permite ao veículo que vem atrás visualizar o seu a uma distância maior do que apenas com as lanternas, facilitando sua reação para uma freada ou ultrapassagem. Dica muito repetida, mas sempre importante: o pisca-alerta nunca deve ser acionado em um veículo em movimento, o que desorienta os motoristas de outros carros. Estes podem pensar que você parou no acostamento e desviar de seu carro, saindo da faixa correta da estrada.

Os faróis e luzes de neblina devem estar bem alinhados. Se muito altos, além de ofuscar outros motoristas, o próprio condutor do veículo terá sua visibilidade prejudicada, já que as gotas de chuva refletirão o facho dos faróis. Se muito baixos, o campo visual será menor do que deveria.

Pneus traseiros em mau estado podem causar derrapagens desse eixo em curvas no piso molhado, razão para não aplicar os pneus mais novos na frente

Estando o carro em bom estado, é hora de cuidar de sua peça mais importante: o motorista que, como dito no início, tem comportamentos bastante variados. Aquele que diminui drasticamente a velocidade ao se deparar com uma chuva também está assumindo um comportamento arriscado: ao trafegar muito devagar, transforma seu carro em um obstáculo para os carros que vêm atrás, estando sujeito a uma colisão traseira e até engavetamento. Ou a induzir uma perda de controle em outro carro que teve de desviar bruscamente. 

Deve-se trafegar seguindo o mesmo ritmo dos carros a seu redor. Se estiver só na estrada, a melhor forma de avaliar se a velocidade é segura é olhar pelos retrovisores e avaliar o quão nítido está o rastro de seus pneus. Se houver descontinuidade, sua velocidade é alta demais, os pneus não estão conseguindo drenar todo o volume de água e pequenas aquaplanagens estão acontecendo. Diminua lentamente até obter um rastro contínuo e pronunciado. Esta regra vale igualmente para aqueles que gostam de andar mais rápido.

Se você lembrou disso tudo tarde demais e o carro já aquaplanou, muita atenção. Não pise no freio ou efetue manobras bruscas: apenas alivie a aceleração e espere que o carro retome a aderência, com pequenos movimentos de volante para sentir quando isso acontecer.

Sob mau tempo, mantenha os faróis baixos (e os de neblina, se houver) acesos: além de enxergar melhor, você é visto com mais facilidade por outros motoristas

Determinada uma velocidade segura, o passo seguinte é manter boa distância dos carros à frente -- no mínimo três segundos, ou seja, você deve passar por um ponto fixo qualquer da estrada pelo menos três segundos depois do carro à frente. Uma distância segura propicia mais tempo para uma reação e possibilita uma freada ou desvio mais suave, já que com a diminuição do atrito entre o pneu e o piso seu carro requer mais espaço para parar.

No caso de uma emergência, o freio deve ser aplicado de forma progressiva até o motorista perceber o início da perda de contato. Evite pisar no freio repentinamente, com um tranco, o que pode causar o bloqueio das rodas -- que demoram mais para retornar à rotação correta do que em piso seco. Por isso a distância segura é tão necessária.

Na próxima vez em que o final da tarde trouxer sua chuva, o BCWS espera que com estes cuidados você esteja bem preparado para enfrentar esse contratempo ao volante.

Continuar ou parar?
Em caso de chuva intensa na estrada, pode ser mais seguro parar o carro e esperar que diminua. Mas não o faça no acostamento, pois nessas condições o risco de colisão por um carro que venha fora da pista é muito alto. Procure sempre um lugar afastado, como um posto de combustível. Estacionar sob um viaduto pode ser uma opção, pois seu carro ficará em local de boa visibilidade e os passageiros podem ser retirados, para maior segurança -- apesar do desconforto. Mantenha as lanternas acesas e ligue -- agora sim -- o pisca-alerta.

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