A busca pela fórmula ideal

Nestes 12 anos, o Best Cars tem feito rever alguns conceitos
sobre como um site de automóveis deve atender a seu público

por Fabrício Samahá

Como deve ser um site de automóveis para atender, da melhor forma possível, às necessidades e expectativas de quem tem carro, pretende comprar um ou apenas se interessa por eles? Essa questão, que muitos têm feito nos últimos anos diante do rápido crescimento da internet, estava longe de ser comum há 12 anos, quando o Best Cars foi lançado na grande rede.

Naquele 22 de outubro de 1997, a internet no Brasil estava restrita a cerca de um milhão de pessoas, as conexões eram lentas e muitas vezes limitadas por tempo de uso. Computadores custavam muito e grande parte dos adultos não estava familiarizada a eles, o que ajudou a criar a imagem de que a rede fosse um passatempo de adolescentes. Mas tudo isso mudou — e mudou rápido. A internet então difundiu-se como uma prática ferramenta de informação e comunicação, seja para saber em tempo real o que se passa do outro lado do planeta, seja para pesquisar sobre um assunto esquecido por quase todo mundo ou, ainda, para expor sua opinião sobre qualquer tema que lhe interesse.

No caso dos automóveis, surgiram fascinantes possibilidades. Por ser um assunto com uma legião de aficionados, é natural que haja interesse não apenas em novidades, nos carros de hoje, mas também na história dessa máquina que mudou o mundo. Antes da rede, conhecer esse passado dependia de revistas impressas, com sua natural dificuldade de armazenamento e de pesquisa de temas em edições anteriores. Com a internet, sites como o Best Cars colocam à disposição centenas e centenas de artigos sobre automóveis do passado, com acesso a alguns cliques de mouse, 24 horas por dia, em qualquer lugar do mundo.

Quem não tem paixão pelo tema, mas possui carro ou pretende adquirir um, também pode usufruir vantagens que só a internet pode oferecer. O teste de um modelo recém-lançado talvez conste de uma revista ainda em banca ou que um amigo comprou há poucos meses, mas o que fazer quando se trata, por exemplo, de um modelo 2002? Mais uma vez, o Best Cars oferece fácil consulta a mais de 2.200 páginas de avaliações e comparativos produzidas desde 1998.

E aqui você pode complementar essa pesquisa com duas importantes fontes de informação: o Teste do Leitor, em que proprietários de carros e motos opinam sobre eles desde 1998, e o Canal Direto, serviço que faz o contato com o fabricante sobre problemas não resolvidos e, desde 2001, acumula mais de 1.000 casos publicados para orientar sua decisão de compra. Como obter tal volume de informações com tanta facilidade em outro meio?

Fabrício Samahá, editor

Como fazer
A internet, como se vê, trouxe grandes vantagens. Mas persiste a questão: qual a melhor fórmula para um site de automóveis?

Nossa experiência nestes 12 anos trouxe algumas conclusões. Que é preciso ter agilidade na informação, todos sabem. Também não é segredo que o internauta gosta de interação — enviar opiniões, participar de pesquisas como a Eleição dos Melhores Carros — e de entretenimento, como vídeos, papéis de parede e protetores de tela para seu computador. Mas há algumas teorias sobre quem navega pela rede das quais tivemos de discordar.

Muito se diz que conteúdos de sites devem ser breves, resumidos, para leitura em um minuto ou menos. Em resumo, que internautas não têm paciência para textos longos. Pois bem: nos últimos comparativos, avaliações e artigos de Carros do Passado, nossos relatórios apontam tempo médio superior a quatro minutos na visita a cada página; no caso de editoriais e colunas, é comum que passe de cinco minutos. Além disso, é grande o percentual de visitantes que vai até a última página de um artigo longo mantendo-se por mais de um minuto em cada. Se isso não é gostar de conteúdos extensos, não sei o que seja.

Outra noção frequente é de que o internauta, nem sempre um aficionado pelo assunto que pesquisa (ao contrário, acredita-se, de quem compra uma revista do tema), deve ser informado de maneira superficial para que o texto seja acessível. Será mesmo? Nestes 12 anos o Best Cars teve como diretriz informar com profundidade, ir fundo nos detalhes e não deixar de fora conteúdos técnicos. Essa escolha resulta em números de audiência respeitáveis — mais de 250 mil visitantes diferentes por mês, que abrem nesse período quase 10 milhões de páginas — e, pelo que nos transmitem centenas desses leitores, o nível de profundidade não representa obstáculo à plena compreensão dos textos.

Ouço ainda que o típico usuário de internet não gosta de escrever, teoria que talvez tenha origem na forma abreviada — "pq", "tbm", "vc" — como muitos deles se comunicam. Se é fato que tal grafia resumida tem se tornado comum, podemos também concluir que é falsa aquela premissa, a partir do que se vê no Best Cars. Basta abrir qualquer página do Teste do Leitor para constatar o volume de informações que os participantes, em geral, colocam nas pequenas caixas de texto do formulário. Vale lembrar que é um espaço de participação voluntária, que traz como recompensa apenas o prazer de compartilhar conhecimento e experiência com outras pessoas que têm o mesmo veículo ou cogitam sua compra.

É por essas e outras conclusões que temos feito o Best Cars dessa forma, há 12 anos: extenso sem ser monótono, aprofundado sem ser inacessível, cuidadoso com a precisão da informação e com o bom português, com muito espaço para sua participação. Acima de tudo, um site escrito com paixão pelo automóvel.

Em nome desta empenhada equipe — Fabiano, Francis, Iran, Gino, Márcio, Thiago —, agradeço o carinho com que você, leitor ou leitora, tem nos prestigiado. Continuaremos buscando com o Best Cars a fórmula para fazer o melhor site de automóveis, nos próximos 12 anos e muito mais.

Muito se diz que internautas não têm paciência para textos longos. Pois bem: nossos relatórios apontam tempo médio superior a quatro minutos na visita a cada página.

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Data de publicação: 24/10/09

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