
Teto solar na série Moonlight
(acima), câmbio automático: itens raros na categoria davam atrativos a
um modelo já com vários anos de mercado


Remodelado na frente e com opção
do sedã Passion, o 206 tornava-se 207 no Brasil, aonde o verdadeiro
modelo assim chamado não chegou |
Dentro da proposta "aventureira" de Palio Adventure e CrossFox, a 206 SW
recebia em setembro de 2006 a versão Escapade (escapada, aventura em
inglês). Molduras pretas nos para-lamas e nas soleiras, elementos em tom
prata nos para-choques (simulando protetores de alumínio) e rodas
esportivas combinavam-se à elevação da suspensão em 25 mm e pneus de uso
misto em medida 175/70 R 14. O motor 1,6 16V flexível era o único
oferecido. Se suas linhas já não se destacavam como no início, a Peugeot
soube dar ao 206 atributos diferenciados no segmento. Um deles era o
teto solar, lançado em abril de 2007 na edição Moonlight (luz da lua, em
inglês). Disponível apenas com motor 1,4, de fevereiro de 2008 em diante
viria também como SW.
Em maio de 2007 o 206 recebia uma caixa automática de quatro marchas com
três modos de operação (normal, esportivo e para pisos de baixa
aderência) e seleção manual sequencial de marchas por um canal lateral.
Similar à do 307, vinha acoplada ao motor 1,6 16V e estava disponível no
hatch e na SW em versão identificada apenas como Automatic, com padrão
de equipamentos similar ao da Feline. Ao mesmo tempo estreava o 206
Allure (sedução, fascinação em inglês), um hatch de três ou cinco portas
com acabamento inferior ao do Feline, mas com bancos esportivos e rodas
de 15 pol. O motor era também o 1,6 16V.
O 207 francês era considerado inviável pela Peugeot para o mercado
brasileiro, onde haveria muita proximidade de preço com o 307. Em vez
dele recebemos uma remodelação visual do 206, em junho de 2008, com a
mesma denominação 207 — chegou a ser anunciado o sufixo Brasil, depois
abandonado. Se de frente ou no painel a novidade lembrava bastante o
"primo" francês, o restante da carroceria deixava claro se tratar de uma
reforma no 206. Além das mudanças visuais, a Peugeot aplicou comando de
câmbio a cabo e suspensão recalibrada a toda a linha. Chegava também o
207 Passion, versão local do 206 Sedan que era feito no Irã. Enquanto o
207 manteve os motores 1,4 e 1,6 16V, o 206 continuou em produção apenas
com o primeiro e em acabamento simplificado. Em julho de 2009, em fim de
carreira, passou a vir em versão única — sem nome além do número — com
preço reduzido. Em novembro do mesmo ano sua produção era discretamente
encerrada, sendo substituído por uma versão mais simples do 207, a
X-Line.
Como denominação o 206 já é passado no Brasil, mas continua em linha na
Europa, no Irã e até na Malásia, ampliando uma produção que já superou
6,5 milhões de unidades desde 1998. Em termos mundiais, o modelo de
maior sucesso da marca do leão parece ter fôlego para fazer girar esse
hodômetro por mais alguns anos.
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