|
A
linha 2005 também vinha com novos equipamentos, como computador de bordo
nas versões de topo. Em fevereiro desse ano vinha o motor 1,0 16V
otimizado, o chamado Hi-Power: com 76 cv e 9,7 m.kgf, a Renault prometia
"desempenho de 1.4" — alusão a concorrentes como 206, C3 e mais tarde
Palio, que recorriam a essa cilindrada. Assim como no Hi-Flex, uma série
especial serviu para destacar a novidade. Que durou pouco, porém: em
novembro o modelo 2006 o substituía pelo Hi-Flex de 1,0 litro, com 77 cv
a álcool. Ao mesmo tempo vinham retoques externos, como pára-choques sem
faixa protetora e tampa traseira sem a placa (agora no pára-choque), e
internos, como volante e botões do controle elétrico dos vidros.
O Clio enfrenta hoje uma posição delicada: envelheceu e perdeu espaço no
segmento, o que afetou a colocação da própria Renault no mercado
nacional. Como a empresa trabalha no Logan — o carro barato lançado na
Romênia pela Dacia, a ser produzido aqui em 2007 —, seu futuro é incerto
e a nova geração européia ainda não tem produção confirmada no País.
Depois de uma década junto dos brasileiros, a "deusa da história" não
sabe quantas páginas ainda serão escritas.
|