Em novembro seguinte surgia o primeiro Renault no mundo com motor apto a uso de álcool: o Clio Hi-Flex 1,6 16V. A novidade, que seguia a tendência flexível em combustível iniciada no ano anterior pela Volkswagen, resultava em maior potência com álcool (115 cv), mas não com gasolina, por ter mantido a taxa de compressão. Era o primeiro flexível com quatro válvulas por cilindro e o único capaz de rodar também com gasolina pura, sem adição de álcool, como a vendida nos países vizinhos do Mercosul. Logo depois de uma série limitada com o mesmo nome, o Hi-Flex tornou-se disponível para os vários acabamentos do Clio, tanto hatch quanto Sedan.

O primeiro Renault a álcool no mundo: o Clio Hi-Flex, em que o motor 1,6 16V passava a 115 cv com esse combustível e podia usar a gasolina pura dos países vizinhos

A linha 2005 também vinha com novos equipamentos, como computador de bordo nas versões de topo. Em fevereiro desse ano vinha o motor 1,0 16V otimizado, o chamado Hi-Power: com 76 cv e 9,7 m.kgf, a Renault prometia "desempenho de 1.4" — alusão a concorrentes como 206, C3 e mais tarde Palio, que recorriam a essa cilindrada. Assim como no Hi-Flex, uma série especial serviu para destacar a novidade. Que durou pouco, porém: em novembro o modelo 2006 o substituía pelo Hi-Flex de 1,0 litro, com 77 cv a álcool. Ao mesmo tempo vinham retoques externos, como pára-choques sem faixa protetora e tampa traseira sem a placa (agora no pára-choque), e internos, como volante e botões do controle elétrico dos vidros.

O Clio enfrenta hoje uma posição delicada: envelheceu e perdeu espaço no segmento, o que afetou a colocação da própria Renault no mercado nacional. Como a empresa trabalha no Logan — o carro barato lançado na Romênia pela Dacia, a ser produzido aqui em 2007 —, seu futuro é incerto e a nova geração européia ainda não tem produção confirmada no País. Depois de uma década junto dos brasileiros, a "deusa da história" não sabe quantas páginas ainda serão escritas.

Para 2006, um retoque de estilo exclusivo do modelo nacional: a traseira mais "limpa" sem a placa, que desce para o pára-choque
Ficha técnica
_ Clio Williams
(1993)
Clio Sport 182
(2005)
Clio Sport V6
(2005)
MOTOR
Posição e cilindros transversal,
4 em linha
central-traseiro,
6 em V
Comando e válvulas por cilindro duplo no cabeçote, 4
Diâmetro e curso 82,7 x 93,5 mm 87 x 82,6 mm
Cilindrada 1.998 cm3 2.946 cm3
Taxa de compressão 10:1 11:1 11,4:1
Potência máxima 150 cv a
6.100 rpm
182 cv a
6.500 rpm
255 cv a
7.150 rpm
Torque máximo 17,9 m.kgf a
4.500 rpm
20,7 m.kgf a
5.250 rpm
30,6 m.kgf a
4.650 rpm
Alimentação injeção multiponto injeção multiponto seqüencial
CÂMBIO
Marchas e tração 5, dianteira 6, traseira
FREIOS
Dianteiros a disco ventilado
Traseiros a disco a disco ventilado
Antitravamento (ABS) não sim
SUSPENSÃO
Dianteira independente, McPherson
Traseira independente, braços arrastados eixo de torção independente, braços arrastados
RODAS
Pneus 185/55 R 15 205/45 R 16 205/40 R 18 (d),
245/40 R 18 (t)
DIMENSÕES
Comprimento 3,71 m 3,811 m 3,841 m
Entreeixos 2,47 m 2,485 m 2,532 m
Peso 1.075 kg 1.090 kg 1.400 kg
DESEMPENHO
Velocidade máxima 215 km/h 222 km/h 245 km/h
Aceleração de 0 a 100 km/h 7,8 s 7,1 s 5,8 s
Dados do fabricante

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