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Junto da frente reestilizada, o
modelo 1974 adotava pára-choques reforçados e exigia o uso do cinto para
dar a partida: a lei impunha alterações infelizes |
O
Z/28 não apenas oferecia o câmbio automático do ano anterior, como
também ar-condicionado. O equipamento roubava um pouco de potência, mas a principal vilã era a
válvula de recirculação de gases (EGR), que, em conjunto com tuchos
hidráulicos, carburador Rochester Quadrajet (inferior ao Holley
Quadrijet) e coletor baixo em ferro fundido, fazia a potência cair para
245 cv. A caixa automática Powerglide de duas marchas enfim deixava de
ser oferecida.
O ano seguinte, 1974, marcava a chegada dos feios e
desajeitados pára-choques retráteis, feitos em alumínio e dotados de
mola semi-elítica para absorver impactos em pequenas colisões — uma
imposição das normas de segurança.
O Camaro agora ostentava uma frente em cunha, com faróis retraídos. Na
traseira, o painel era convexo, com lanternas rentes avançando sobre as
laterais. Ainda para atender a leis de segurança, os cintos passavam a
ser de três pontos (as faixas abdominal e diagonal eram separadas) e um
mecanismo impedia a partida do carro se o do motorista não estivesse
afivelado. O sistema, um tanto problemático, deixou muitos motoristas
com os cintos afivelados e um carro que se recusava a funcionar. A
situação se tornou tão impopular que o congresso americano voltou atrás
e revogou a lei.
O Rallye Sport deixava de existir, permanecendo o Type LT e o Z/28. Este
usava o tradicional V8 350 com virabrequim forjado, tampas de válvulas
em alumínio, filtro de ar com duas entradas e ignição HEI de alta
potência, que resultavam em 245 cv. O motor 307 deixava de ser produzido, sensores de desgaste das
pastilhas eram incorporados e um tanque de 80 litros, do Chevrolet Nova,
passou a ser utilizado. Pneus radiais e rádio AM/FM eram novos
opcionais. Continua
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