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Então vinha a grande novidade para 1955: um estilo todo novo, criado
com liberdade por Exner e apropriadamente chamado de Forward Look, ou
visual avançado. Embora o entreeixos crescesse pouco, para 2,92 m, o
comprimento aumentava em importantes 25 cm, deixando o carro longo,
largo e baixo — como exigiam as tendências. Os faróis e lanternas
traseiras tinham molduras que criavam a sensação de movimento e, no
caso da pintura em dois tons, a divisão entre as cores assumia um
formato inusitado nas laterais. No interior, o painel seguia uma
distribuição estranha: para manter a simetria entre os lados esquerdo
e direito, os mostradores de pressão e temperatura ficavam diante do
passageiro! O absurdo seria corrigido logo no ano seguinte.
Outra esquisitice que só durou um ano era a alavanca do câmbio
automático montada no painel, não na coluna de direção como usual.
Abaixo do ornamento do capô, um símbolo indicava uma aguardada
estréia: a do primeiro V8 em um Belvedere. Não era da linha Hemi, mas
um bom motor com válvulas nos cabeçotes, disponível em três versões:
de 241 pol³ (4,0 litros) e 157 cv, de 260 pol³ (4,3 litros) e 167 cv e
este último acrescido de carburador quádruplo e duplo escapamento,
para 177 cv. O mais potente não estava nos planos iniciais, mas se fez
necessário quando a Chevrolet trouxe, com seu V8, a corrida por
potência a este segmento. O seis-cilindros de 3,8 litros passava a 117
cv.
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