Em janeiro de 1961 o Porsche de número 40 mil deixava a linha de montagem. Em meados do ano o pára-brisa e o vidro traseiro eram aumentados e a abertura de ventilação do motor passava a ser dupla. No conversível, a janela traseira podia ser aberta por zíper. Em abril de 1962 a marca atingia os 50 mil carros produzidos, mostrando a rapidez com que o 356 era vendido.

A vista em raio X do modelo 1962 evidencia as semelhanças técnicas com o Fusca

O Roadster e o Hardtop sairiam de linha ao longo daquele ano. Mas todas as atenções estavam centradas no Carrera 2, lançado em setembro, com seu motor de 1.966 cm³ (92 x 74 mm), 130 cv a 6.200 rpm e 16,4 m.kgf. A brochura da Porsche o chamava de “um cavalo de corrida domado pelas mãos de um mestre”. Com uma comparação tão perspicaz, parece difícil imaginar que o sucesso e o prestígio do 356 ainda seriam pouco perto do 911, apresentado no Salão de Frankfurt de 1963 como 901.

A Porsche sabiamente não tirou seu grande vencedor do mercado de maneira drástica. No 356 C, apresentado em julho de 1963, vinha o motor 1,6 de 75 cv a 5.200 rpm e um de 95 cv a 5.800 rpm (SC), além do mais potente Carrera. Novo painel e freios a disco nas quatro rodas eram as grandes novidades. Após 16.684 unidades, o 356 saía de cena em 28 de abril de 1965, com um conversível branco fechando a linha — salvo por 10 unidades extras que seriam feitas no início de 1966 para a polícia holandesa.

"Um cavalo de corrida domado pelas mãos de um mestre": a definição pela Porsche do Carrera 2, com motor de 2,0 litros e 130 cv, o mais potente em um 356 de rua

Foram 17 anos do primeiro produto de uma empresa com “sorte de principiante”, toda a experiência e genialidade de Ferdinand Porsche. As vendas por si só não refletem a relevância dessa convivência para o imaginário do público e o valor da Porsche como marca. Chegava a hora de o 911 brilhar, uma “hora” que já dura 41 memoráveis anos. Esse novo mito de Stuttgart já nasceu em berço esplêndido, um mérito que coube ao 356 conquistar com louvor. Algo que orgulharia o Professor Porsche e enche de satisfação cada privilegiado proprietário dessas maravilhosas máquinas.

Ficha técnica
  356 (1948) 356 "Dame"
(1952)
356 A Carrera (1956) 356 Carrera 2 (1962)
MOTOR
Posição e cilindros traseiro, longitudinal, 4 opostos
Comando e
válvulas por cilindro
no bloco, 2 duplo no cabeçote, 2
Diâmetro e curso 73,5 x 64 mm 80 x 74 mm 85 x 66 mm 92 x 74 mm
Cilindrada 1.131 cm3 1.488 cm3 1.498 cm3 1.966 cm3
Taxa de compressão 7:1 9:1 9,5:1
Potência máxima 40 cv a
4.200 rpm
55 cv a
4.400 rpm
100 cv a
6.200 rpm
130 cv a
6.200 rpm
Torque máximo 7,2 m.kgf a
2.800 rpm
10,8 m.kgf a
3.200 rpm
12,1 m.kgf a
5.200 rpm
16,4 m.kgf a
4.600 rpm
Alimentação 2 carburadores simples 2 carburadores duplos
CÂMBIO
Marchas e tração 4, traseira
FREIOS
Dianteiros e traseiros a tambor a disco
SUSPENSÃO
Dianteira independente, braços arrastados
Traseira independente, semi-eixo oscilante
RODAS
Pneus 5,00-16 5,90-15
DIMENSÕES
Comprimento 3,95 m 4,01 m
Entreeixos 2,10 m
Peso 830 kg 765 kg 850 kg 1.010 kg
DESEMPENHO
Velocidade máxima 140 km/h 200 km/h
Aceler. 0 a 100 km/h 28 s 17 s 11,5 s 9,2 s
Dados do fabricante; ND = não disponível

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