



A caçamba mais espaçosa é do
Strada (em cima), 830 contra 734 litros; ambas vêm revestidas em
plástico e podem receber cobertura marítima |
Os dois estão bem
dotados de itens de conveniência, caso do controle elétrico dos vidros
com função um-toque,
sensor antiesmagamento e
temporizador, aliados a abertura e
fechamento comandados a distância apenas no Saveiro. Ambos trazem
rádio/toca-CDs com leitura de MP3, mas a
qualidade de áudio é muito modesta no Strada. O do Saveiro aceita
conexão de pendrive, MP3 portátil e cartão de memória do tipo SD;
contudo, em facilidade de uso dos pequenos botões perde muito para o do
adversário. Outros recursos em comum são
interface Bluetooth para celular, alerta programável para excesso de
velocidade, luz interna temporizada e
com apagamento suave e travamento automático de portas ao rodar.
Detalhes que agradam mais no Saveiro são alarme com ultrassom,
comandos de áudio no volante, duas luzes de leitura (no Strada, apenas a
luz geral de cortesia), difusores de ar em posição alta (ideais para
ar-condicionado, enquanto os do Fiat são muito baixos), para-sóis com
espelhos iluminados e tampa também no do motorista, opção de
sensores auxiliares de estacionamento na
traseira e mais espaço para pequenos objetos. O Strada responde com
temporizador de faróis, indicador de
temperatura externa, faixa degradê no para-brisa (falta inexplicável no
Saveiro, pois o Gol a traz), alerta para porta mal fechada, porta-óculos
de teto (apesar da péssima qualidade do plástico) e as opções de
retrovisor interno fotocrômico e comando
automático de faróis e de limpador de para-brisa. Já seus estribos, além
de inúteis para um veículo de sua altura, sujam facilmente a barra da
calça quando se sai do carro.
Também exclusivo do Fiat é o teto solar opcional, que já poderia ter
sido aprimorado depois de 10 anos. Montado em posição mais recuada que o
habitual, destina-se a iluminar o espaço atrás dos ocupantes e a
aumentar a ventilação da cabine. O vidro pode ser basculado por um botão
giratório (pesado e que muda de posição durante o processo) ou removido,
mas não há como fazê-lo correr, como em qualquer teto solar. Embora ele
use vidro fumê, o sol ainda invade a cabine e traz desconforto em certas
posições por não haver nenhum tipo de forro. Um teto solar convencional
montado mais à frente, corrediço e com forro seria bem mais agradável de
usar. Como está, é uma opção que não recomendamos.
Atrás dos bancos os dois picapes oferecem espaço ao redor de 300 litros
— onde não se podem levar pessoas, vale frisar, apesar da conformação do
assoalho que lembra a forma de um banco. A capacidade da caçamba é de
830 litros no Strada e de 734 no Saveiro, considerado o espaço até as
bordas e portanto embaixo da cobertura marítima — elemento que é bem
projetado e fácil de manusear nos dois. Em peso, a VW informa limite de
700 kg e a Fiat de 685.
A tampa das caçambas tem fechadura e fácil remoção nos dois
modelos, o que é útil ao transportar cargas longas. O do Saveiro usa sistema de abertura
controlada, em que a tampa não desaba assim que é aberta e pode até
parar em meio curso, ideal para locais apertados. O estepe, que tem pneu
de medida igual aos demais (e no Strada vem com roda de aço, não de
alumínio; o Saveiro traz todas elas de aço), pode ser montado na lateral
da caçamba ou na parte traseira da cabine no Fiat (há um
suporte opcional para esse fim), enquanto o VW o traz embaixo da
caçamba, com um mecanismo de liberação que só funciona com a tampa
destravada para dificultar furtos.
Continua
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