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Corsa: rodar firme traz boa estabilidade, mas certa perda em conforto

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Palio: o mais macio dos seis com prejuízo ao comportamento em curva

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Ka: estabilidade agrada e está mais previsível, mas conforto diminuiu

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Fiesta: boa calibração de suspensão, exceto pela traseira algo dura

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Sandero: talvez o melhor compromisso entre conforto e comportamento

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Gol: suspensão bem acertada poderia ter amortecedores mais macios

Gol e Ka mostraram melhor desempenho em nossa simulação. O VW ganha em velocidade máxima, seguido de bem perto pelo Ka, Fiesta e Corsa, e em retomada, neste caso por maior margem. O pequeno Ford dá o troco nas acelerações, em que o Gol fica em segundo lugar. Já em consumo a vantagem é do Corsa, seguido por Palio e Fiesta, mas a diferença é pequena entre os seis (veja resultados e análise detalhada).

Os motores da Ford e da GM são os mais suaves em alta rotação, com nível de vibração bastante baixo. O Renault e o Volkswagen ficam no meio-termo e o Fiat é claramente o mais áspero, o que agrava a questão do menor desempenho, pois é preciso girar mais para acompanhar os outros. Já em termos de ruído sobressai o silencioso Gol, que surpreende comparado às gerações passadas — só não ficou bom na absorção de vibrações do motor em altos giros, talvez questão de coxins.

Os demais não incomodam pelo motor, mas deixam passar ao interior ruídos diversos. O Ka é o pior deles neste aspecto, em especial pelos pneus muito rumorosos (mais que na versão 1,0 avaliada antes, apesar de usarem o mesmo Pirelli P4; pode ter relação com o grau de desgaste, maior nesta unidade). Outros pontos que precisam melhorar no novo Ford: comando do acelerador muito abrupto (ainda é a cabo, mas isso não impede boa calibração) e embreagem de curso bem curto, que combinados tornam difícil arrancar com suavidade. Se usado por auto-escolas, daria reprovação na certa...

O Gol agora usa um câmbio que é referência em maciez e precisão de engates, dos melhores da indústria nacional. Fiesta e Ka também agradam nesse quesito, sobretudo o primeiro pela alavanca alta e próxima do volante, deixando para trás os comandos medianos de Sandero, Corsa e Palio. O engate da marcha à ré é mais cômodo nos Fords e no Renault, bastando levar a alavanca para ao lado da quarta, que no VW (é preciso apertá-la para baixo), no Chevrolet (há anel-trava, pois a ré está junto da primeira) e no Fiat (o anel-trava é desnecessário).

Embora os conceitos de suspensão sejam os mesmos nos sete modelos, há diferenças em comportamento. O novo Gol ficou bastante estável, com fácil controle e grande aderência dos pneus opcionais 195/55-15. Em relação ao antigo, nota-se ganho expressivo em rigidez estrutural, que era um ponto fraco, mas o conforto saiu prejudicado: a carga elevada de amortecedores o faz copiar muito as irregularidades do piso, algo de fácil correção pela VW.

O outro modelo inédito, o Sandero, mantém um atributo de destaque do Logan: ótima calibração de suspensão, com rodar macio e boa estabilidade, em que ajuda a escolha de pneus intermediários 185/65-15. O hatch é um pouco mais duro na traseira que o sedã, mas sem incomodar. Bons resultados, só que com menor conforto, são os de Corsa e Fiesta, em que os amortecedores — sobretudo na traseira — poderiam ser mais suaves.

O Palio ELX tem calibração macia demais, tanto de molas quanto de amortecedores, o que o deixa impreciso ao andar mais rápido — com a contrapartida de ser confortável em piso irregular. No extremo oposto, o novo Ka ficou um tanto duro e o menos confortável do grupo. Ao remover o estabilizador dianteiro nesta geração, a empresa teve de endurecer molas e amortecedores para que o comportamento não fosse prejudicado. Por outro lado, sua estabilidade é muito boa e não há mais tendência a sair de traseira ao cortar a aceleração em curva — o que agradava aos mais experientes, mas não era adequado ao motorista de média habilidade.

Todos transpõem lombadas sem problemas, até mesmo o Ka, que — enfim — recebeu batente hidráulico nos amortecedores. Todos usam a combinação disco/tambor nos freios, que estão bem dimensionados para as necessidades. Palio, Fiesta e Gol oferecem nestas versões a opção de sistema antitravamento (ABS). A direção dos seis conta com assistência hidráulica, opcional em alguns casos, e consegue peso correto em qualquer velocidade — só a do Sandero é um pouco mais pesada em baixa do que deveria. Dos volantes, o do Ka tem pior desenho, com apenas dois raios.

A nova geração do Ka e o Palio remodelado sofreram retrocesso nos faróis (também para reduzir custos) com a adoção de refletor único, a exemplo do Sandero, em vez do duplo usado nos outros modelos do grupo. O Fiat e o Renault trazem de série faróis de neblina, que também equipam como opcional Fiesta e Gol, mas só este último tem a luz traseira para a mesma finalidade. Situação mais grave é a ausência de repetidores laterais das luzes de direção em todos menos um, o Sandero — pior no Ka pela posição infeliz das setas dianteiras, junto à grade. E falta terceira luz de freio ao Corsa, curiosamente o único a trazer ajuste elétrico interno do facho dos faróis. A visibilidade é boa de modo geral nos seis modelos, mas as colunas traseiras do Sandero incomodam. O retrovisor esquerdo é convexo no Ka, Fiesta e Sandero. Já Palio, Corsa e Gol usam plano, de campo visual mais limitado.

Todos eles oferecem opção de bolsas infláveis frontais (que não vinham nos modelos avaliados, porém) e usam cintos de três pontos retráteis nas laterais do banco traseiro. Já o ocupante central desse assento conta apenas com cinto subabdominal e só tem encosto de cabeça no Palio. Continua

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