
Vectra: boa velocidade máxima,
consumo elevado

C5: desempenho adequado, mas é o
que mais gasta

Fusion: velocidade máxima
limitada a apenas 180 km/h

Civic: o mais lento para
acelerar e o mais econômico

Jetta: as melhores acelerações e
consumo moderado |
Só
que os
flexíveis incomodam pela autonomia com álcool, graças aos pequenos tanques, de 58
litros no Vectra (antes 52, ampliado no
modelo 2007) e 50 l no Civic. Fusion e C5 são os melhores
nesse aspecto, com 66,2 e 66 l, na ordem, ante 55 do Jetta.
O VW é o único com câmbio automático de seis marchas, que permite trocas
manuais seqüenciais pela alavanca, como no quatro-marchas do Citroën. O
Honda tem cinco velocidades e o exclusivo recurso de alavancas
("borboletas") junto ao volante para mudanças manuais. Com o mesmo
número de marchas, o Ford poderia ter mais posições na alavanca: abaixo
de D existe apenas L, que faz reduções automáticas. Em
último lugar fica o Vectra, com quatro velocidades e sem modo manual,
embora seja o único com controle de
ponto-morto.
Só o Fusion não dispõe de seleção para modo esportivo, enquanto Vectra e
C5 adicionam o programa de inverno, para saídas mais suaves em pisos de
baixa aderência. Há diferença também na atuação do câmbio ao atingir a
rotação máxima em modo manual: o do Civic retém a marcha, os de Jetta e
C5 passam à superior. Os dois últimos permitem acelerar bastante em
baixa rotação, o método carga favorável
à economia. Ao fazer o mesmo no Civic a marcha alta é mantida, mas o
conversor de torque eleva a rotação a cerca de 3.500 rpm. De resto, o funcionamento da caixa do C5 é o menos
satisfatório pela lentidão para reduzir marchas.
Onde o Citroën mostra-se insuperável é na suspensão. O sistema
hidroativo, que dispensa molas e amortecedores (saiba
mais), deixa o rodar confortável ao extremo, a ponto de se pensar
que o carro não terá estabilidade em eventual manobra evasiva. Engano: a
central eletrônica adapta a suspensão às condições de uso em tempo real
e, quando se dirige com vigor, o C5 torna-se firme e bem controlável. E
ele, como o Jetta, traz de série controle de
estabilidade, que pode ser desativado por um botão no console.
O Civic é o mais esportivo dos cinco: com uma calibração firme,
destaca-se em estabilidade, mas penaliza um pouco o conforto. Não que as
molas sejam duras, como na traseira da geração anterior: a carga elevada
dos amortecedores é que o faz copiar as irregularidades do piso, mais
que o desejado em um sedã familiar. Além disso, os pneus Goodyear Eagle
Excellence mais uma vez incomodaram pela aspereza de rodagem, o que não
aconteceu com o primeiro dos três Civics avaliados, que usava
Bridgestone Turanza ER300. Digna de nota é a direção rápida (relação de 13,7:1) e precisa.
Com Bridgestones de medida igual, mas de modelo diferente (ER30), o
Jetta mostra um rodar firme e confortável. Bastante
estável, o carro da VW se beneficiaria de amortecedores pouco mais
firmes, falta percebida pelos movimentos da carroceria em lombadas.
Também se notam alguns ruídos em piso irregular e a ausência de
batentes hidráulicos. Estes equipam o
Fusion, que tem ótimo compromisso entre conforto e estabilidade.
Continua
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