
Vectra: painel funcional, bons
equipamentos de série, aplique que simula madeira algo fora do estilo do
carro

C5: muitos itens de
conveniência e instrumentação completa, mas comandos do console central
confusos

Fusion: interior conservador,
mas bem-equipado -- traz até comandos de ar-condicionado no volante

Civic: o mais original com o
painel em dois níveis e volante esportivo, mas faltam itens de
conveniência

Jetta: ambiente
sóbrio e equipamentos exclusivos, como climatização com duas áreas de
ajuste |
O
motorista senta-se bem em qualquer deles, com amplos ajustes de banco e
volante. Os controles elétricos (com exceção do C5, que não os trazia na unidade avaliada)
são parciais: apenas em distância e altura no Fusion e no Vectra, só
para reclinar o encosto no Jetta (no Civic são manuais). Este último ajuste é feito por alavanca em pontos
definidos no Ford, no Citroën e no Honda, o que não é ideal. Ficam
ressalvas para o espaço vertical no Fusion e no Civic, que pode levar
algumas pessoas a se sentar mais baixas para manter distância segura do
teto, e ao banco mal conformado do Vectra, que traz desconforto
em longos percursos.
Os cinco têm instrumentos bem legíveis, com destaque para o
painel em dois níveis do Civic, com velocímetro digital e excelente
leitura. A iluminação permanente é em azul e branco, ante a verde do
Fusion e do C5, branca e amarela do Vectra e azul e vermelha do Jetta.
Mas o Civic não traz computador de bordo (limita-se ao indicador de
consumo médio), que no Fusion e no C5 deveria registrar consumo em km/l,
padrão brasileiro, não em litros/100 km.
Entre os volantes, cativa o pequeno (36 centímetros)
e de ótima pega do Civic. Todos trazem comandos de áudio e do
controlador de velocidade, que no Fusion
se somam aos do ar-condicionado.
Jetta, C5 e Vectra têm controle elétrico dos vidros com
função um-toque e sensor
antiesmagamento em todos; Fusion e
Civic, só para o do motorista. O
temporizador está em todos, só que o do Honda deveria esperar que o
vidro seja fechado ao se abrir a porta. No Chevrolet as janelas sobem ao
trancar o carro, mas o teto solar não acompanha, o que é incômodo. O VW permite abrir e fechar vidros (e fechar o teto) pelo controle
remoto, o que é ideal. O Civic é o único sem a agradável opção de teto solar, que
nos outros é de vidro e inclui comando um-toque. É pena que no
Fusion esse opcional prejudique o espaço para cabeça.
Com exceção do C5, os carros têm sistemas de áudio para
seis CDs no painel e leitura de MP3,
sendo o do VW impecável na facilidade de uso, com botões e informações
bem claros. O Vectra afinal abandonou o toca-fitas no modelo 2007, que
ganhou MP3. Se o
Citroën vem apenas com toca-CDs simples, seu
sensor auxiliar de estacionamento dá um show: monitora frente e
traseira e alerta tanto por sinal sonoro quanto pelo mostrador do
painel, com a precisão de apontar de que lado está o obstáculo. Dos
demais, o Jetta avaliado também tinha o sensor traseiro.
Todos com ar-condicionado automático, só no VW há ajuste independente de
temperatura para motorista e passageiro. No Citroën os retrovisores
externos recolhem-se ao travar o carro, o que no Chevrolet pode ser
feito por um comando. O espaço para objetos é ótimo no Fusion, exíguo no Vectra e adequado nos demais. Há muitos outros itens de
conveniência, com variações (veja
tabela). E alguns itens requerem correção: no
Jetta e no C5 falta a faixa degradê no pára-brisa; no Vectra, as alavancas da coluna de direção não
são práticas de usar.
O espaço interno é
maior em C5 e Fusion, como se espera de seu maior porte. Três passageiros viajam
bem no banco traseiro, sendo o francês mais confortável
para o ocupante central. Os outros têm as mesmas restrições:
largura insuficiente para três, encosto da posição central muito duro e,
no caso de Civic e Jetta, teto um pouco baixo. O VW ainda usa um
assento curto, com menor apoio para as coxas.
Continua
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