
Vectra: desenho atual, sem
excessos, agrada à maioria

C5: ousadia na frente e na
traseira disfarça bem a idade

Fusion: original de frente e
com o maior porte no grupo

Civic: desenho quase
futurista
tem aprovação de muitos

Jetta: linhas tradicionais,
traseira algo desproporcional |
Concepção e
estilo
O Vectra brasileiro de
terceira geração foi lançado aqui em 2005 e, como se sabe, nada tem em
comum com o modelo alemão de mesmo nome: é semelhante ao atual Astra
europeu, nome que ele recebe ao ser vendido em alguns países daquele
continente. O C5, mais antigo modelo do grupo, apareceu lá em 2000 e
aqui um ano depois, tendo sido reestilizado em 2004.
Os outros três, lançados no Brasil no ano passado, estão em sintonia com
o Primeiro Mundo. O Fusion surgiu nos Estados Unidos em 2005, sendo um
modelo restrito às Américas (até mesmo seu nome é usado em um carro bem
diferente da Ford européia). No mesmo ano eram mostrados no exterior a
nona geração do Civic e a quinta do Jetta, a versão de três volumes do
Golf que afinal volta a usar o mesmo nome nos principais mercados — já
foi Vento e Bora na Europa, mas sempre Jetta para os americanos.
Há duas correntes de estilo no quinteto. A mais conservadora abrange
Vectra e Jetta, com desenhos atuais, mas sem inovações, feitos para não
chocar e com isso agradar a mais pessoas. Os três outros são
decisivamente ousados, em especial o C5 (que parece ter muito menos que
seis anos) e o Civic. No Fusion a ousadia limita-se à frente e à
traseira, combinadas a uma seção central tradicional. Pela reação das
pessoas que os viram, os melhores resultados são os da GM, Honda e Ford.
O Citroën divide opiniões, com críticas sobretudo à traseira muito
curta. O VW é mais sóbrio do que poderia e tem um porta-malas muito
longo para seu pequeno entreeixos, como se fosse uma variação
improvisada sobre o Golf, o que não é o caso.
O Fusion é claramente o maior do grupo. Em comprimento é seguido por C5,
Vectra, Jetta e Civic; e em largura, por Jetta (que surpreende, pois
deriva de um hatch médio), C5, Civic e Vectra (efeito do uso da
plataforma do Astra). Mas o C5 é o mais alto (vindo na seqüência Jetta,
Vectra, Civic e Fusion) e tem a maior distância entre eixos (depois
Fusion, Vectra, Civic e, 12 cm atrás deste último, Jetta). O
melhor coeficiente aerodinâmico (Cx)
declarado é do Honda e do Citroën, 0,29, ante 0,30 do Chevrolet, 0,31 do
VW e 0,328 do Ford. Se considerada a área frontal, a ordem do melhor ao
pior passa a ser Civic, Vectra, C5, Jetta e Fusion.
Conforto e conveniência
A ousadia de C5 e
Fusion acaba quando se abre a porta: o interior é tradicional, com
formas até um pouco antiquadas no caso do Ford. O único arrojado nesse
aspecto é o Civic, com o painel em dois níveis (conta-giros atrás do
volante, demais instrumentos acima dele, perto do pára-brisa) e o visual
futurista do volante ao freio de estacionamento. Jetta e Vectra também
são conservadores por dentro.
O Citroën era o único do grupo com revestimento dos bancos em tecido
(couro é opcional, assim como no VW), o
que não o desabona: é aveludado e dos mais agradáveis. Plásticos de bom aspecto são usados em quatro
deles: a exceção é o Chevrolet, com materiais rígidos e rebarbas
inaceitáveis na categoria.
Continua
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