


O interessante painel do
Pallas: mostradores digitais com o conta-giros na coluna (com indicador
de marcha) e o restante no centro, dotado de eficaz iluminação



O Jetta tem instrumentos
convencionais, mas corretos; ambos têm duas zonas de ajuste no
ar-condicionado |
No
Jetta o painel tem instrumentos analógicos de fácil leitura, embora a
iluminação em azul e vermelho não seja ideal nesse aspecto. O mostrador
central serve ao computador de bordo, que (como no C4) exibe consumo em
km/l — mas só o do Citroën calcula o tempo restante de viagem a partir
da inserção da distância total. Os dois carros vêm com rádio/toca-CDs
com boa qualidade de áudio e função MP3,
em que o do Jetta armazena seis discos no próprio painel e se destaca
pela facilidade de uso dos comandos.
Os volantes trazem controles de funções de áudio e computador de bordo,
a que o do Pallas adiciona os de controlador
e limitador de velocidade (o Jetta tem apenas controlador e aviso para
excesso de velocidade). O cubo fixo do C4 facilita o uso dos comandos
quando esterçado e permite o uso de bolsa inflável mais eficiente —
quadrada em vez de circular. O motorista pode estranhar no começo, mas
logo se habitua. Apesar dos dois raios baixos, o apoio aos polegares bem
definido torna esse volante tão bom de usar quanto um quatro-raios (o do
Jetta é de três), mas o comando de buzina, em um arco na parte inferior,
deveria estar na almofada central.
A Citroën oferece ajuste elétrico completo do banco do motorista (até do
apoio lombar), enquanto a VW o faz só para a reclinação do encosto. A
posição de dirigir é bem confortável nos dois, mas a operação citada é
feita em pontos pré-definidos no banco do passageiro (manual), não o
ideal. O controle elétrico dos vidros de ambos os carros inclui
função um-toque com
sensor antiesmagamento para todos e
temporizador, mas só no Jetta eles se
abrem e fecham por controle remoto.
Se os dois têm ar-condicionado automático com dupla escolha de
temperatura, o Pallas adiciona um ventilador adicional de quatro
velocidades no console para impulsionar aos passageiros de trás o ar
natural, aquecido ou refrigerado (não é um segundo ar-condicionado como
o da Xsara Picasso). Outra vantagem do modelo está nos
sensores auxiliares de estacionamento à
frente e atrás — só traseiro no Jetta — com indicação gráfica no painel,
que mostra também de que lado está o obstáculo. Em uma vaga de garagem,
por exemplo, pode-se controlar em separado a distância livre à frente
(ou atrás) e ao lado do carro.
Também agradam mais no Pallas: acionamento automático de faróis e
limpadores de pára-brisa (com braços em sentidos opostos e muito boa
área varrida), retrovisor interno
fotocrômico (falta inesperada no concorrente), difusor de fragrância
no interior, comutador de faróis de puxar (e que não permite ligá-los já
em facho alto), retrovisores externos que se dobram ao trancar o carro
ou ao comando do motorista, acendedor de cigarros independente da tomada
12 volts (que poderia estar no painel e não no console de túnel), outra
tomada para os passageiros de trás e rede para objetos no porta-malas.
Por sua vez, o Jetta cativa com opção de teto solar (sua ausência no C4,
caso raro nessa faixa de mercado, deveria ser revista), cortina contra
sol no vidro traseiro, aquecimento nos bancos dianteiros, capô
sustentado por mola a gás, banco dianteiro direito rebatível (para se
levar uma carga mais longa), comando interno da portinhola de
abastecimento, luzes de cortesia no assoalho dianteiro, destravamento em
separado da porta do motorista, iluminação nos espelhos dos pára-sóis,
porta-óculos de teto, vão de acesso à bagagem no banco traseiro,
fechadura no porta-luvas, ajustes de altura e apoio lombar no banco do
passageiro da frente e tomada de 12 volts no porta-malas.
Continua
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