


Corsa: acabamento simples,
instrumentos brancos com iluminação inadequada, novo rádio/toca-CDs com
MP3



Polo: materiais de aspecto
mediano, bom painel com computador de bordo e ar-condicionado automático
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O
Polo acrescenta um computador de bordo ao bom painel, de fácil leitura e
iluminado no polêmico padrão de azul e vermelho, que não gera bom
contraste com o fundo preto. Mas é preferível ao fundo branco com
iluminação amarelada do Corsa Premium, a nosso ver uma das piores
combinações existentes: à noite, os mostradores claros incomodam a ponto
de ser preciso reduzir muito a intensidade de luz, o que então dificulta
a leitura. Não dá mesmo para entender a insistência da GM nesse padrão.
Os dois têm controle elétrico dos vidros com
função um-toque e sensor antiesmagamento
(no Polo, apenas nos dianteiros), além de
temporizador. O alarme de ultra-som do Corsa fecha as janelas ao ser
ativado pelo controle remoto, operação que o do Polo realiza apenas pela
fechadura da porta — mas este permite abri-los da mesma forma,
conveniente ao chegar ao carro que ficou sob o sol intenso por muito
tempo. Os sistemas de áudio são de tamanho maior que o usual, com
comandos amplos, e lêem arquivos MP3 nos
toca-CDs.
O VW traz conveniências exclusivas: ar-condicionado automático,
sensor auxiliar de estacionamento na
traseira, iluminação nos espelhos dos pára-sóis, retrovisor interno
fotocrômico, espelho direito que se
volta para baixo (para mostrar o meio-fio) ao se engatar a ré, alça de teto para o
motorista (útil para a entrada e a saída de pessoas mais corpulentas,
por exemplo), buzina dupla, maçanetas internas cromadas (mais fáceis de
encontrar à noite), porta-copos escamoteável no painel, cinzeiro e
acendedor de cigarros (no Corsa, só tomada 12V). Pena que tenha perdido
em 2005 a mola a gás que mantinha aberto o capô, agora sustentado por
vareta como no concorrente. Por outro lado, manteve a faixa degradê no
pára-brisa, que a GM lamentavelmente descartou na linha 2007.
Por sua vez, o Chevrolet vem com bolsas porta-revistas nos encostos
dianteiros (falta incompreensível no VW) e ajuste automático do
intervalo do limpador de pára-brisa (há regulagem manual no Polo). Este
recurso, assim como o temporizador da luz interna (cujo apagamento é
gradual) e o destravamento da porta do motorista em separado das outras
(itens também existentes no VW), equipa apenas o Corsa Premium com
freios ABS. É que a central elétrica integrada,
de série quando esta geração surgiu em 2002, foi abandonada por questão
de custo e hoje vem em pacote com o sistema antitravamento.
São carros amplos o suficiente nos bancos dianteiros, mas o traseiro do
Polo não agrada: além do menor espaço para pernas que no Corsa,
o assento bem inclinado para trás impõe uma posição algo estranha —
solução da VW para ganhar algo em altura, pois o teto é mais baixo na
parte final do
que deveria.
Os porta-malas têm interessante empate em capacidade, 432 litros, mas a
tampa do Polo usa dobradiças pantográficas
(que não amassam a bagagem quando ela é fechada e garantem bom ângulo de
abertura) e possui um bom acabamento plástico na face interna, enquanto
a do Corsa expõe chapas e fios. A GM chegou a oferecer um revestimento
como opcional em 2002, logo descartado em favor do mau aspecto atual. Os
dois trazem banco traseiro rebatível e bipartido, 60/40, sendo possível
travar o rebatimento do Polo com chave. Os estepes vêm por dentro do
porta-malas, sob o
assoalho, e seu pneu é igual aos de serviço, mas com roda de aço em vez
de alumínio.
Continua
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