


Painel e volante do Vectra
também seguem os do Astra europeu, com instrumentos bem legíveis, embora
o computador de bordo seja adaptado do Astra nacional



O Fusion agrada pelos
comandos no volante (até do ar-condicionado), mas tem painel um tanto
conservador e uma confusa alavanca à esquerda da coluna de direção |
Os bons painéis, de fácil leitura, trazem os instrumentos habituais e
computador de bordo. Sua indicação de consumo é em litros/100 km no
Fusion, inadequada a nosso hábito, mas ele vem com bússola digital. A
iluminação em verde, se não impressiona, é mais refinada que a branca e
amarela do Vectra.
Já habitual na GM é o controle elétrico dos vidros com
função um-toque e
sensor antiesmagamento em todos, além
do fechamento automático ao trancar o carro, que lamentavelmente não
inclui o teto solar. No Ford há um-toque só para descer o vidro do
motorista (os dois modelos têm
temporizador). O teto solar de ambos, em vidro, também tem comando
elétrico um-toque, mas no Fusion o espaço para cabeça na frente é algo
prejudicado por esse opcional, com o agravante de o passageiro não poder
baixar o assento para guardar distância segura do teto (atrás não
incomoda).
O sistema de áudio dos dois compreende toca-CDs para seis discos no
próprio painel, uma boa solução, mas o Fusion acrescenta leitura de
MP3, e o Vectra... toca-fitas! A
qualidade sonora é muito boa em ambos e, no Ford, uma seleção simples
ajusta a equalização para privilegiar o motorista, os passageiros de
trás ou distribuir entre todos. Ao escolher o motorista, ganha-se ótimo
efeito de palco, quando o som parece vir de frente e não das portas. Ele
também oferece mais espaço para objetos, como dois porta-copos no
console, um porta-objetos no topo do painel e outro amplo, com dois
compartimentos, no apoio de braço central — nada disso equipa o
concorrente.
Os dois vêm bem-equipados: ar-condicionado com controle automático de
temperatura, retrovisor interno
fotocrômico, sensores para acionamento dos faróis (Fusion) ou do
limpador de pára-brisa (Vectra), alarme com controle remoto (com
ultra-som só no Chevrolet), pára-sóis com espelhos iluminados,
porta-óculos de teto, pára-brisa com faixa degradê, maçanetas internas
cromadas. Mas falta o sensor auxiliar de
estacionamento, em especial no Ford, que tem a traseira bem alta e
maiores dimensões.
Outras vantagens do mexicano são luzes de cortesia sob os retrovisores
externos ao ser destravado por fora, aviso de qual porta está mal
fechada (não apenas um alerta genérico), destravamento da porta do
motorista em separado pelo controle remoto (mais seguro) e antena
embutida no vidro traseiro em vez de externa, no teto, suscetível a
furtos. O nacional responde com recolhimento elétrico dos retrovisores
externos, alerta para excesso de velocidade (cuja sineta poderia ser
mais alta), portas que se travam ao rodar (falta lamentável no
concorrente), fechadura no porta-luvas, apagamento gradual da luz
interna, rede para segurar objetos no porta-malas, acesso a ele pelo vão
do apoio de braço traseiro, cinzeiro e acendedor de cigarros — cuja
ausência é comum nos EUA, mas aqui só em carros mais baratos.
Há alguns detalhes estranhos ou inconvenientes no Fusion: uma só
alavanca à esquerda da coluna de direção que inclui os comandos do
limpador de pára-brisa (só habitual para quem anda de Opala, picapes de
origem americana ou certos Mercedes-Benz), bocal do tanque do lado
esquerdo e saídas de escapamento no direito (errados para nós, certos no
Japão, origem do Mazda 6), porta do motorista que pode ser trancada
aberta (por isso uma irritante sineta avisa se a chave ainda estiver no
contato), falta de luz interna na traseira e fios à mostra acima do
retrovisor interno, na tampa do porta-malas e sob o banco do motorista
(visíveis por quem viaja atrás). E mais: a tampa do tanque não tem
trava, como em um carro popular.
Continua
|