


Bem parecido com o Astra
alemão até a metade, o novo Vectra tem uma traseira desenhada no Brasil
e conseguiu um estilo elegante, que agrada à maioria



Ousadia é a marca do Fusion
nos faróis, lanternas e grade, embora o restante seja tradicional: chama
muita atenção nas ruas, mas gera algumas críticas |
Concepção e
estilo
O Vectra nacional de
terceira geração, como se sabe, afastou-se do europeu. Enquanto os
modelos lançados na Europa pela Opel em 1988 e 1995 vieram ao Brasil (em
1993 e 1996, na ordem) com as formas inalteradas, o carro alemão de 2002
foi considerado inviável para nosso mercado. A GMB então tomou a
plataforma do veterano Astra de 1998 — mais exatamente a da Zafira, com
maior entreeixos — e aplicou uma carroceria que ela diz ter desenhado
aqui, mas que até a metade é quase uma cópia do novo Astra europeu. A
traseira é que tem a assinatura dos estilistas locais.
Por sua vez, o Fusion está na primeira geração, lançada no ano passado
nos Estados Unidos. O nome parece denunciar que se trata da fusão de uma
plataforma japonesa (do Mazda 6, só que alongada e alargada) a um
desenho da marca americana, com uma curiosa semelhança na seção central
ao do atual Mondeo — que, porém, difere do Fusion em todas as dimensões
e usa plataforma diferente. O novo Ford mexicano busca substituir em
parte o Taurus no mercado americano (um modelo maior, o Five Hundred,
tem a mesma missão), mas um público fiel tem mantido o velho sedã em
linha por enquanto.
O novo Vectra é sem dúvida moderno e elegante, embora tenhamos ouvido
críticas às linhas conservadoras da traseira. Mas seu brilho diminui ao
lado do Fusion, que atrai todas as atenções nas ruas com a ousadia dos
cromados na grade e em detalhes na parte dianteira, além do contorno das
lanternas traseiras. A Ford inspirou-se no carro-conceito
427 e, se não agradou a todos, teve o
mérito de criar algo inusitado e chamativo, em vez das linhas sóbrias e
previsíveis do carro da GM. Qual agrada mais, porém, é uma decisão
pessoal.
O carro da GM tem melhor aerodinâmica: o Cx
é 0,30 com os pneus de série (estima-se 0,31 com os opcionais de 17
pol), contra 0,328 do modelo da Ford, que ainda impõe maior área frontal
por causa da largura.
Conforto
e conveniência
O ambiente interno do
Fusion não impressiona como o desenho externo, tendo-se optado por
formas tradicionais. Chega a parecer mais antigo que o do Mondeo lançado
em 2000, já que vários elementos são quadrados. O do Vectra tem ar
moderno, mas fica atrás em qualidade de materiais, como os plásticos. O
revestimento dos bancos em couro preto, de série nos dois, concorre para
o ambiente requintado.
O motorista do Ford senta-se em um banco amplo e confortável, com
densidade de espuma e conformação que não cansam em longos percursos —
ao contrário do Chevrolet, que incomoda com a rigidez e a conformação do
encosto, além do apoio lombar excessivo no do passageiro. Os dois trazem
ajuste elétrico parcial, em distância e altura (também em inclinação no
Fusion), sendo manuais as regulagens de encosto (por alavanca em pontos
definidos no Ford, não o ideal) e apoio lombar, assim como todos os
ajustes do banco do passageiro.
Os volantes podem ser regulados em
altura e profundidade. É interessante o do Ford, com
comandos para o controlador de velocidade,
o sistema de áudio (este também no Chevrolet) e até para o
ar-condicionado.
Continua
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