| O Vectra
(à esquerda) tem bons atributos, mas mostra-se caro diante do novo
concorrente, que chega com vantagens em espaço, conforto,
modernidade de projeto e relação custo-benefício |
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Vectra |
Fusion |
| Estilo |
5 |
4 |
| Acabamento |
4 |
4 |
| Posição de
dirigir |
4 |
4 |
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Instrumentos |
4 |
4 |
| Itens de
conveniência |
5 |
5 |
| Espaço
interno |
5 |
5 |
| Porta-malas |
5 |
5 |
| Motor |
4 |
5 |
| Desempenho |
4 |
4 |
| Consumo |
3 |
3 |
| Câmbio |
4 |
4 |
| Freios |
5 |
5 |
| Suspensão |
4 |
5 |
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Estabilidade |
4 |
4 |
| Segurança
passiva |
4 |
4 |
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Custo-benefício |
3 |
4 |
| Média |
4,18 |
4,31 |
| Posição |
2º. |
1°. |
| As notas vão de 1
a 5, sendo 5 a melhor; conheça nossa
metodologia |
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Custo-benefício
Do teto solar opcional às rodas de 17 pol, passando pelo ajuste elétrico apenas parcial do banco do motorista,
fica evidente que a Ford espelhou-se no Vectra Elite ao compor o pacote de
equipamentos do Fusion para o Brasil. Mas conseguiu trazê-lo a um preço que faz
o concorrente nacional parecer caro demais: completos como os avaliamos, a
diferença a favor do importado é de R$ 5,6 mil.
Mesmo que o preço fosse o mesmo, algumas características tornariam o mexicano mais atraente, como maior espaço
interno, motor mais moderno, câmbio de cinco marchas e suspensão mais
confortável. Há também o prestígio de ser um importado e o de não haver uma
versão inferior, enquanto o comprador de um Elite encontrará Vectras
Elegance (e em breve o básico Comfort) em seu caminho.
Por sua vez, o carro nacional tem motor flexível em combustível — resta saber
quanto a economia potencial com uso de álcool representa neste segmento de luxo
—, um desenho que parece agradar a um público mais numeroso e as teóricas
vantagens de produto brasileiro em valor de revenda, estabilidade no mercado
(está menos sujeito a turbulências cambiais) e disponibilidade de peças.
Tudo levado em conta, não fica a dúvida: a Ford está de novo com um forte
competidor na categoria dos médio-grandes, que não só convence pelos atributos,
mas também pelo preço — o que o último Mondeo, infelizmente, não conseguiu. Se
puder vencer a natural rejeição de parte dos consumidores a importados, terá
assegurada uma carreira de sucesso.
Continua |