
Meriva: interior atual,
instrumentos brancos sem computador de bordo, alavanca de câmbio muito
baixa


Picasso: aspecto futurista no
painel digital, mas sem conta-giros, e câmbio na posição mais acessível


Scénic: instrumentos
funcionais, que escurecem à noite, e volante muito horizontal no
interior mais antigo |

A
posição de dirigir é sempre alta (mesmo que se ajuste o banco mais para
baixo) e isso é o que geralmente procura o comprador-alvo das minivans.
Só que na Meriva fica evidente que a alavanca de câmbio não previu essa
alteração, ficando baixa demais e chegando a dificultar os engates. Na Scénic a altura já é bem razoável e na Picasso, em função da
montagem no painel, a posição é a melhor das três. A desvantagem da
Renault é ter o volante mais horizontal, que não facilita usar todo seu aro nas manobras, mesmo com o
ajuste de altura, que a Citroën também tem.
O painel da Picasso é moderno e tem fácil leitura, em especial o enorme
velocímetro. Inclui computador de bordo (como na Scénic), verificação de
funções do veículo e alerta para excesso de velocidade, mas... não tem
conta-giros, conveniente para saber, por exemplo, com
quantas rotações ainda se pode contar em uma ultrapassagem. Em iluminação, destaque para a alaranjada da Scénic,
em um fundo eletroluminescente, e
crítica à amarelada da Meriva, sobre fundo branco, que à noite produz
duas feias "lanternas" diante do motorista.
A GM errou aqui e ali, mas acertou no controle elétrico dos vidros: os
quatro estão bem acessíveis nas portas, além de haver função
um-toque e
sensor antiesmagamento em todos e
fechamento automático ao travar o carro por fora. Na Scénic os botões
dianteiros estão baixos demais nas portas, na Picasso cada um fica de um
lado do câmbio e os traseiros, nas duas minivans, são acionados pelo
motorista em um local escondido do painel. Além disso, nelas só o vidro
dele é um-toque.
As três vêm com rádio/toca-CDs, cujo mostrador elevado facilita a
leitura e inibe o furto, mas faltam à Meriva os controles junto ao
volante, disponíveis nas outras. Também ausentes desse modelo estão o
ajuste do apoio lombar do motorista, apoio de braço dianteiro (são dois
na Picasso) e a indicação de portas mal fechadas. Comuns a todas são o
autotravamento das portas ao rodar, seu comando a distância, "mesinhas
de avião" para o banco traseiro, luzes de leitura à frente e atrás,
indicador da temperatura externa, espelhos nos pára-sóis, controle
elétrico dos retrovisores e temporizador da luz interna.
Alguns detalhes dão vantagem à Picasso: opção de um segundo
ar-condicionado para o banco traseiro, limpador de pára-brisa que pode
ser mantido com as palhetas na vertical ao parar (pensado para países
com neve, mas útil ao estacionar sob árvores), tampa traseira com duas
opções de altura quando aberta, rede no assoalho do compartimento de
bagagem e sensor auxiliar de
estacionamento.
Continua
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