
Vectra: painel funcional, espaço
ínfimo para objetos, plásticos de aspecto inadequado

Focus: bons plásticos, tecido
simples demais e formas que já não se destacam

Civic: o futurista painel em
dois níveis, volante com estilo original e alta qualidade de materiais

Mégane: conjunto bem desenhado e
prático, embora com plásticos abaixo do ideal

Corolla: formas sóbrias, bons
materiais e exclusiva iluminação dos instrumentos |
Os demais são
conservadores diante do Honda, embora funcionais.
Têm mostradores de fácil leitura, em especial o Corolla, cuja
iluminação branca e intensa também é permanente (a desvantagem deste
esquema é levar alguns motoristas a se esquecer de acender as luzes ao
entardecer, o que seria resolvido com sensores de luminosidade
ambiente). Toyota, GM e Renault oferecem completo computador de bordo (a
Ford, só no Ghia), enquanto o Civic exibe apenas consumo médio (com duas
medições), uma deficiência em uma versão de topo. A iluminação do Mégane
é em laranja, a do Focus em verde e a do Vectra em branco e amarelo.
Corolla SE-G e Civic EXS vêm de série com revestimento dos bancos em
couro, em vez do tecido dos outros — curiosamente, os que trazem volante
em couro não são aqueles, mas sim Mégane e Vectra. Nestes o tecido é suave e de ótimo
aspecto, como raramente se vê em carros nacionais, ficando o Focus bem para
trás. Mas o carro da Ford, assim como os japoneses, agrada nos
materiais plásticos: se não chegam a ser luxuosos, transmitem impressão
mais compatível com esta faixa de preço. No Vectra há inaceitáveis
rebarbas nos plásticos, como se fosse um carro popular.
Banco e volante com ajuste de altura permitem ao
motorista obter boa posição nos cinco, com algumas ressalvas. Os volantes do
Mégane e do Corolla são algo enviesados e o segundo deveria ter
profundidade regulável (presente nos demais), pois está mais longe do
que o usual. O banco do Focus continua a incomodar pela rampa na parte
posterior do assento, além de o encosto não acompanhar seu ajuste em
altura. No Vectra os bancos são algo desconfortáveis, duros e
com uma conformação que apóia demais na região lombar. Nesse aspecto, se
a geração anterior não era exemplar, houve sem dúvida um retrocesso.
Ford e GM usam reclinação do encosto por botão giratório; nos
demais é por alavanca com pontos definidos.
Os dois japoneses têm farto espaço para
objetos (quase inexistente no Vectra, um ponto crítico) e o
Mégane os acompanha com o conveniente compartimento abaixo do apoio de
braço dianteiro. Todos vêm com faixa degradê no pára-brisa e, salvo o
Focus, indicador de temperatura externa. Só Toyota e GM oferecem
retrovisor interno fotocrômico (um
tanto volumoso no segundo) e limpador de pára-brisa automático. Renault
e Ford ficam devendo apoio de braço central traseiro e controle
automático de temperatura do ar-condicionado, embora a segunda aplique
ambos os itens à versão Ghia.
O
controle elétrico dos vidros de Focus, Vectra e Mégane inclui
função um-toque em todos (os demais
têm apenas no do motorista) e sensor
antiesmagamento; só o Corolla não vem com
temporizador. Ford, Renault e Chevrolet
têm vidros que se fecham ao travar o carro pelo controle
remoto, mas só o primeiro permite também abri-los desta forma, muito
conveniente ao chegar ao carro exposto ao sol por horas. Todos têm
bloqueio automático das portas ao rodar e, exceto o Focus, interruptor
de travamento central. A porta do motorista do Civic abre-se em separado
das demais, boa medida de segurança.
A qualidade dos sistemas de áudio é apenas regular para o padrão dos
carros. Corolla e Civic admitem seis CDs no próprio aparelho, melhor
solução que o equipamento extra abaixo do principal (opcional) do
Mégane. Só o do Civic toca arquivos MP3
e reconhece o nome das músicas (mesmo em CDs comuns cujos arquivos
vieram de MP3), mas as marcas japonesas não deixam usar o sistema com a
ignição desligada. Faltam ao Corolla e ao Focus GLX os comandos no
volante ou junto dele.
Continua
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