
O aplique que imita madeira
contrasta, no Chevrolet, com os plásticos de qualidade inaceitável na
categoria

Mesmo em versão inferior (GLX),
o Ford cativa pela qualidade de materiais e pelo painel arrojado

O interior do Honda é simples
e discreto, mas com bons materiais e comandos funcionais

No Toyota, a mesma sobriedade
ganha requinte com detalhes como o painel em dois tons |
O Astra, em que pese o
luxuoso acabamento que simula madeira no console, não consegue ocultar a
pobreza dos painéis de porta, com plásticos inaceitáveis para esta
categoria. No console do Focus GLX permanece o acabamento em prata,
enquanto no Ghia retornou para 2004 a simulação de madeira escura, para
nós muito elegante. Os volantes são bem elaborados e no Civic e Astra há
revestimento de couro.
O Chevrolet dá o troco na posição de dirigir: com ajuste do volante
também em profundidade (como no Ford), apoio lombar regulável e bancos
maiores na linha 2005, é o mais confortável e fácil de se adaptar ao
motorista. Os demais não são ruins, mas têm limitações. No Toyota o
volante está muito distante, o que exige braços compridos (como no
Honda, falta o ajuste em distância). No Ford há pouco apoio lateral nas
curvas, o encosto não acompanha o ajuste de altura do assento e, pior,
este possui uma rampa na parte posterior, que acaba fazendo o motorista
sentar-se mais à frente, sem apoio lombar.
Apenas o Astra tem computador de bordo (também equipa o Focus Ghia). De
resto os painéis trazem as mesmas informações, distinguindo-se na
aparência: o sistema Optitron do Corolla dá um show, com sua iluminação
branca permanente (que diminui ao acender as lanternas em vez de se
acender) e ótima leitura. No Civic há arranjo semelhante, com uso de
detalhes em azul e ponteiros vermelhos, enquanto o Focus opta por uma
luz verde, simples mas agradável. O pior compromisso é o do Astra, com
fundo branco que se torna amarelado com a iluminação: leitura regular,
estética discutível.
Os controles elétricos dos vidros do Chevrolet e do Ford são os mais
completos, com função um-toque e
sensor antiesmagamento para todos,
além de temporizador (nos japoneses há
um-toque só para o vidro do motorista). No Focus podem-se abrir e fechar
os vidros pelo controle remoto, muito conveniente; no Astra eles se
fecham ao trancar o carro por fora. Exclusivo deste é a opção de teto
solar com controle elétrico (embora a versão Ghia da Ford também o
ofereça), que deveria ser oferecido em todos.
À exceção do Focus GLX, eles vêm com
controlador de velocidade e ajuste automático de temperatura do
ar-condicionado, embora o do Civic não use mostrador digital. O Corolla
tem o melhor sistema de áudio, com disqueteira para seis CDs integrada
ao painel, boa qualidade de som e fácil operação; o segundo lugar é do
Focus, que se destaca dos outros dois pelo aparelho grande e com amplos
comandos. Sua versão Ghia teria controles junto ao volante, mas na
avaliação só o Astra os trazia. É um item que as marcas nipônicas
deveriam providenciar.
Há bons locais para objetos em todos eles, com destaque para o Toyota,
que tem vários compartimentos fechados e espaço dentro do apoio de braço
central (também no Honda), mas, a exemplo do Chevrolet, não traz
porta-copos.
Continua
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