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O motor do Corsa ficou até 7 cv mais potente com a tecnologia flexível, mas é áspero em alta rotação

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O Polo está em desvantagem em potência e sobretudo torque, além de não ser possível rodar com álcool

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O Siena assumiu a liderança em agilidade, só que a suavidade do antigo motor 1,6 16V deixou saudades

Como os pesos e aerodinâmicas não são muito diferentes, é natural que os modelos da GM e da Fiat andem mais: cumprem a aceleração de 0 a 100 km/h, por exemplo, em 11,6 e 10,6 segundos (com álcool), nesta ordem, ante 12,5 s do VW. Sua superioridade também é clara no uso cotidiano, em que o farto torque em baixa rotação os torna mais ágeis que o Polo, embora este não chegue a ser lento. Já em consumo há equilíbrio, com vantagem do VW na cidade e do Chevrolet na estrada (veja análise e todos os resultados).

Outra vantagem do torque do 1,8 é permitir relações de marcha mais longas, em especial no Corsa (a Fiat usa um pouco mais curtas por opção, não por necessidade), o que mascara em boa parte sua aspereza. Só se nota o "rosnar" do motor ao esticar mais as marchas, a partir de 3.500-4.000 rpm, como em uma ultrapassagem, pois na maior parte do tempo acompanha-se o tráfego sem precisar superar essa faixa. Quem gosta de andar em alta rotação, porém, terá saudades do suave motor Fiat 1,6 16V usado no Siena até 2003.

Já a VW insiste em um câmbio curto demais no Polo – embora menos do que nas primeiras unidades vendidas em 2002 –, que eleva o nível de ruído sem necessidade, dado o bom torque disponível. No Fox as marchas foram alongadas um pouco mais, evolução que deveria ser estendida a este modelo. Em contrapartida, os engates de seu câmbio cativam pela leveza e precisão, enquanto os dos concorrentes são apenas bons. No Siena poderia ser eliminado o anel-trava (redundante) para engate da ré.

Os três carros estão equilibrados em termos de direção – a do Polo é a única eletroidráulica, mas isso pouco afeta seu comportamento – e freios, com opção de sistema antitravamento (ABS), mas não de discos nas rodas traseiras. Também usam a mesma configuração de suspensão (com eixo de torção atrás), mas os resultados são diferentes.

O Siena segue o padrão recente da Fiat de calibragem macia até demais, parecendo sair de fábrica já com amortecedores vencidos... O resultado é um rodar confortável (embora as molas, 15% mais duras à frente e 10% atrás, na versão 1,8 da nova linha, transmitam mais os impactos que o desejável), que mascara sua distância entre eixos bem menor, mas um comportamento dinâmico que não entusiasma, com grande movimentação da carroceria nas curvas, acelerações e frenagens. Sem dúvida, 15% ou 20% mais de carga nos amortecedores lhe fariam muito bem.

No Corsa e sobretudo no Polo, a calibragem mais firme da suspensão deixa o rodar um pouco mais duro, mas bem melhor em termos de estabilidade. No caso do VW, os pneus de perfil baixo 195/55-15, medida bem mais esportiva que as do Corsa (185/60-14) e Siena (175/65-15), favorecem a aderência, mas cobram seu preço na aspereza de rodagem. Todos eles transpõem bem lombadas.

Os três estão bem-equipados em termos de iluminação, com faróis com duplo refletor de superfície complexa, unidades de neblina dianteiras (e traseira no Corsa e Polo) e terceira luz de freio. O Chevrolet é o único com ajuste elétrico dos faróis, mas só o VW vem com repetidores laterais das luzes de direção, que todo carro deveria ter. Também superior nele é o retrovisor esquerdo biconvexo, em vez do plano dos oponentes, enquanto só o Siena pode vir com o interno fotocrômico.

Mais uma exclusividade do Fiat são as bolsas infláveis laterais (opcionais), as únicas neste segmento de mercado, enquanto as frontais são cobradas à parte nos três automóveis. Já o Corsa é único na oferta de cinto de três pontos para o quinto ocupante, e o Polo, no encosto de cabeça para o mesmo passageiro. Continua

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