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Neste segmento, porém, a marca ítalo-mineira tem um trunfo: o exuberante cinco-cilindros de 2,45 litros, 20 válvulas e 160 cv, dotado de recursos modernos como coletor de admissão de geometria variável e variador de fase do comando de válvulas, este um sistema menos sofisticado que o V-TEC, mas que também ajuda a melhorar o torque em baixa (saiba mais). E ponha torque nisso: 21 m.kgf a 3.500 rpm, vantagem bastante sensível sobre os 15,8 m.kgf a 4.800 rpm do Civic.

Clique para ampliar a imagem Com 700 cm3 de vantagem, era previsível que o Marea oferecesse muito mais torque. São 21 m.kgf, contra 15,8 do Civic, e neste o ponto máximo surge em regime mais alto

Não há como negar a vantagem em desempenho do Marea: as respostas são prontas, mesmo sem que a transmissão automática faça redução de marcha, o que torna muito agradável conduzi-lo quando se tem pressa ou para quem gosta de acelerar. O Civic não chega a ser lento, mas requer altas rotações -- quando o nível de ruído aumenta bastante -- para entregar melhor desempenho.

Um dos grandes prazeres a bordo deste Fiat -- infelizmente ilegal em nossas vias públicas -- é trafegar em ritmo de auto-estrada alemã, em que o ruído do motor em rotação moderada mal chega a ser notado. Os índices de desempenho declarados são bons mas não surpreendem: velocidade máxima de 205 km/h e aceleração de 0 a 100 km/h em 9,8 s. A Honda não divulga os seus, mas podem-se estimar cerca de 190 km/h e 12 s. O consumo é sempre prejudicado com transmissão automática, mas mantém-se em patamar aceitável no Marea: 8,5 km/l na cidade e 12,6 km/l na estrada, segundo a marca (os dados do Civic novamente são omitidos).

Nos dois carros a transmissão conta com quatro marchas e moderna lógica de funcionamento. A Honda optou por um sistema adaptativo, enquanto a Fiat oferece ao motorista a opção entre modo econômico, esportivo (Sport) e de inverno (Ice, gelo), selecionados por botões um tanto distantes da alavanca no console central.

O Honda não é lento, mas requer mais rotações para entregar bom desempenho. Embora a marca não divulgue seus números, estima-se aceleração de 0 a 100 km/h em torno de 12 s, contra 9,8 do Fiat
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Ambos os sistemas funcionam bem, com resposta ágil e mudanças suaves, mas em algumas situações pode ser útil contar com a seleção do Marea: por exemplo, ao transitar por lama ou grama molhada pode-se selecionar o modo Ice, que reduz o risco de patinagem. Já o programa esportivo justifica mais esse adjetivo que no Vectra e Astra, que usam a mesma transmissão: uma vez acionado, as marchas são bem "esticadas", a quarta quase não é utilizada e é comum ocorrer uma redução, mesmo em velocidade constante.

As suspensões dianteiras são similares em conceito, mas as traseiras diferem (saiba mais sobre técnica). Um ponto em comum é que mereciam nova calibração: no Civic notam-se molas muito firmes, que geram desconforto, e amortecedores macios demais, controlando mal o movimento vertical da carroceria ao passar por lombadas; no Marea, os amortecedores traseiros continuam moles, criando oscilações -- percebidas até pelo motorista que viaja no carro de trás -- que não acrescentam conforto. Continua

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